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18/5/2010
Criação de indicador é analisada.

          O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) e o Custo Unitário Básico da Construção Civil (CUB) são usados pela indústria para balizar seus custos. No entanto, não existe um indicador que ofereça ao consumidor, uma referência para medir o crescimento do mercado imobiliário e, por sua vez, do valor dos imóveis.

          Se não houver um índice balizador, muitos proprietários correm o risco de ter uma dívida maior que o valor do bem e, na forma como está hoje, os maiores prejudicados seriam os mutuários.

Isso porque desde 2007, por meio da Lei nº 11.481, foi autorizada a autorização da alienação fiduciária como garantia dos saldos devedores dos financiamentos habitacionais. Lúcio Delfino, diretor da ABMH, explica que o indicador deveria obedecer a requisitos objetivos (metragem, localização, idade, entre outros) e ser elaborado em conjunto pelo Banco Central, Conselho Monetário Nacional e Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) ou outra entidade com representatividade nacional do setor. Para o economista Daniel Furletti, a idéia de criar um indicador precisa ser avaliada com cuidado:

          O Mercado imobiliário lida com variáveis fluidas. O mesmo imóvel construído em bairros distintos teria preços diferentes. Não é como um carro, que, independentemente do local onde for montado, custará o mesmo, variando apenas o frete. Um imóvel tem variável até cultural. Se uma celebridade morou em um apartamento, até isso altera o valor.

 

Fonte: Jornal Pioneiro


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