9/7/2008
Financiamento mais fácil.
Um campo ainda dominado pela Caixa Econômica Federal, os financiamentos imobiliários vêm atraindo maior interesse das instituições bancárias privadas. Elas estão de olho no volume bilionário de recursos disponíveis neste ano – a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário (Abecip) estima que o brasileiro vai emprestar dos bancos R$ 25 bilhões para a compra da casa própria –, volume captado do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), principal fonte de dinheiro para financiamento imobiliário no país.
Até maio já foram emprestados em todo o país R$ 9 bilhões para financiamentos imobiliários. A CEF continua na liderança e responde por mais de 50% (quase R$ 5 bilhões) deste volume, porém com uma hegemonia menor que em anos anteriores, quando chegava a 80%. “Os bancos privados estão emprestando mais e tomando espaço neste bolo”, diz Osvaldo Correa Fonseca, diretor da Abecip. A instituição calcula que estas empresas (entre elas, HSBC, Itaú, Santander, Banco Real e Bradesco) duplicaram o seu número de financiamentos no último ano.
O aumento começou só a partir de 2004, quando o Banco Central (BC) passou a editar regras regulamentando o uso dos recursos do SBPE. Antes só a Caixa seguia as normas mais rígidas, e por isso, oferecia as melhores condições. Como o foco desta modalidade são classes baixa e média, o BC estabelece valor máximo de R$ 350 mil para os imóveis a serem financiados (com exceção da Caixa e Banco do Brasil). Além disso, o contratante não pode ter outro imóvel e os bancos devem cobrar juros inferiores a 12% – regras que formam o chamado Sistema Financeiro da Habitação (SFH).
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