28/7/2008
Banco do Brasil lança carteira de construção civil.
Para aproveitar o momento de forte aquecimento do ramo imobiliário no país, a BB DTVM , gestora de recursos do Banco do Brasil, abre hoje para captação de recursos um fundo setorial de ações de empresas do setor de construção. Como os preços dos papéis do segmento caíram bastante no ano, a idéia é aproveitar as oportunidades existentes no mercado. Além disso, a perspectiva é de que a forte demanda dos consumidores prossiga e a oferta de crédito continue a empurrar as vendas do setor.
O novo fundo surge em um momento em que o segmento imobiliário ainda está bastante fragilizado na bolsa. Não só por conta da forte desvalorização das ações do setor de construção civil, como também por problemas com desempenho operacional de algumas empresas e pelo atual ciclo de elevação de juros. Apesar da preocupação com a inflação, a alta de preços começa a dar sinais de arrefecimento, o que pode sinalizar que o aumento da taxa de juros perderá fôlego, avalia Jorge Ricca, gerente-executivo de fundos de ações da BB DTVM.
No cenário externo, a crise imobiliária americana com os papéis hipotecários de alto risco ("subprime") ainda concentra as atenções, mas o Federal Reserve (Fed, banco central americano) já demonstrou que pretende ajudar as companhias de financiamento hipotecário, lembra. Por isso, o momento estaria propício para o lançamento de um fundo de investimento de ações do setor, avalia o executivo.
Com investimento mínimo de R$ 200,00 e taxa de administração de 2% ao ano, a carteira BB Ações Construção Civil irá se concentrar em ações de quatro áreas do segmento - construtoras, intermediação de imóveis, shoppings e empresas beneficiadas indiretamente pelo crescimento do setor. No caso das construtoras, a preferência será por empresas voltadas para o alto padrão e também para imóveis mais populares, diz Ricca. O fundo não cobra taxa de performance.
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